domingo, 3 de fevereiro de 2019

Ditadura Venezuelana detêm jornalistas estrangeiros


Desde que o presidente da Assembléia Nacional e líder da oposição, Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino da Venezuela, o país vive em protesto e a investida do governo de Nicolás Maduro contra a imprensa nacional e internacional se intensificou, segundo vários organizações que defendem os direitos humanos. Nesse contexto, nos últimos dias, pelo menos oito jornalistas estrangeiros foram detidos e dois deles deportados após cobrirem as manifestações de partidários de Maduro e Guaidó.
Em 30 de janeiro, três jornalistas da agência de notícias espanhola EFE e seu motorista, de nacionalidade venezuelana, foram presos pelo Serviço Nacional de Inteligência Bolivariano (Sebin), segundo a EFE. O fotógrafo colombiano Leonardo Muñoz e o motorista José Salas foram presos na rua, e o jornalista colombiano Mauren Barriga Vargas e o jornalista espanhol Gonzalo Domínguez Loeda foram presos na redação da agência EFE em Caracas, informou o El País.
governo da Espanha repudiou “energicamente” o ocorrido, informou a EFE, e exigiu que o governo venezuelano respeitasse o estado de direito e as liberdades fundamentais, de acordo com um perfil oficial publicado no Twitter. O presidente da EFE disse à imprensa que os jornalistas detidos foram devidamente credenciados desde que entraram no país. A embaixada da Espanha na capital venezuelana conseguiu administrar a libertação de trabalhadores da imprensa em 31 de janeiro, informou El País.

Chilenos detidos

O jornalista chileno Rodrigo Pérez e o cinegrafista Gonzalo Barahona, também do Chile, foram detidos na noite de 29 de janeiro nas proximidades do Palácio de Miraflores, em Caracas, enquanto cobriam uma manifestação, informou a CNN Chile.
O embaixador venezuelano no Chile, Arévalo Méndez, garantiu ao La Tercera que os profissionais da imprensa estão sendo deportados por abusar de sua condição de turistas para realizar coberturas jornalísticas sem estarem devidamente credenciados.
Segundo a rede internacional de notícias, os jornalistas foram transferidos para o aeroporto para serem deportados sem poder recolher seus pertences no hotel onde se hospedaram.

Caso brasileiro

Poucos dias antes, o jornalista brasileiro Rodrigo Lopes, enviado especial a Caracas do Grupo RBS, do Brasil, foi retido por duas horas em 25 de janeiro em uma sede militar em frente ao Palácio de Miraflores, publicou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Segundo a SIP, Lopes foi abordado por um homem à paisana enquanto fotografava partidários de Maduro. Depois de analisar as imagens do celular do jornalista, que tinha, segundo a SIP, fotos de uma manifestação anterior em favor de Guaidó, essa pessoa o acusou de ser um ativista da oposição perante as autoridades.
Segundo a organização, Lopes permaneceu incomunicável e sem seu passaporte durante a prisão e foi fotografado e ameaçado de prisão antes de retornar ao seu país.
María Elvira Domínguez, presidente da SIP, responsabilizou o governo “pela segurança dos jornalistas que tentam informar o público sobre a situação turbulenta pela qual a Venezuela está passando”.

CNN na mira

Em 13 de janeiro, a correspondente venezuelana do canal colombiano Noticias Caracol, Beatriz Adrián, e Osmary Hernández, da CNN, foram detidas nas proximidades da sede principal do Serviço Nacional de Inteligência Bolivariana (Sebin), quando denunciaram a prisão de Guaidó, segundo a organização Espacio Público.
A ONG relatou que as duas jornalistas foram espancadas no momento de sua prisão e, mais tarde, no Sebin, foram revistadas, registradas e fotografadas antes de sua liberação no mesmo dia.
A Associação de Imprensa Estrangeira (APEX, na sigla em espanhol) repudiou o ato de agressão contra as jornalistas, publicou o Efecto Cocuyo. “Os ataques injustificados contra essas jornalistas constituem outra violação notória dos direitos de expressão e informação; para o trabalho de correspondentes e jornalistas em geral e da imprensa na Venezuela”, comunicou a associação.
A mídia e os jornalistas nacionais também foram afetados por prisões arbitrárias, confisco de equipamentos, cortes de sinal de internet, fechamento de instalações, etc.

Violações registradas

A Espacio Público documentou 15 violações à liberdade de expressão em todo o país em 23 de janeiro. Houve bloqueios em redes sociais e mecanismos de busca como o Google pelo principal provedor de internet do país, o Cantv; vários jornalistas que cobriam as manifestações foram agredidos por policiais e tiveram seus telefones celulares e equipamentos de trabalho confiscados.
A organização também documentou naquele dia a retirada do ar do canal de Global TV, no estado de Zulia. Depois que a mídia transmitiu o juramento de Guaidó, oficiais do governo invadiram seus escritórios e levaram seu transmissor.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) exigiu que as autoridades venezuelanas parem o bloqueio dos veículos de jornalismo e assegurem o acesso à internet no país neste contexto de crise política nacional.
Emmanuel Colombié, diretor da divisão latino-americana da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), alertou que a liberdade de imprensa está em perigo na Venezuela e que o governo de Maduro deve garantir a segurançados jornalistas. “Neste período turbulento pelo qual o país está passando, mais do que nunca, a liberdade de informação é vital para todos os venezuelanos”, acrescentou.

Roberto Pessoa Renuncia a Vice-Prefeitura e assume mandato de Deputado Federal

O Vice-Prefeito de Maracanaú e Deputado Federal Roberto Pessoa (PSDB) renunciou ao cargo de Vice-Prefeito do município e assumiu, em Brasilia, o Cargo para o qual tinha sido eleito.
Nos últimos dois anos o cargo de Vice-Prefeito será ocupado, quando necessário, pelo Presidente da Câmara de Vereadores de Maracanaú Carlos Alberto de Matos Mota, reeleito presidente do Poder Legislativo.
A carta renuncia foi protocolada na Câmara dos Vereadores no último dia do mês de janeiro e será lida na Sessão Legislativa de segunda-feira.


Carta renuncia do vice-prefeito
Roberto Pessoa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Hora de Rir






Para Sorrir!!!!!!!!!!




Palocci entrega briga por propina entre Lula e Dilma







Em parte da delação do ex-ministro Antonio Palocci só agora divulgada, ele relata a disputa entre os ex-presidentes Lula e Dilma
De acordo com Palocci, a decisão por Dilma de substituir José Sérgio Gabrielli por Graça Foster, no comando da Petrobras, marcou uma ruptura entre ambos. Ao tirar Gabrielli, ela inviabilizou o esquema de desvio de dinheiro sobre o qual Lula tinha controle. “Representava meios de Dilma inviabilizar o financiamento de Lula retornar à presidência, ao passo que viabilizaria recursos para sua reeleição”, afirmou o ex-ministro. Dilma teria dado ainda corda para a Lava Jato, no início, porque a operação implicava Lula, fechando ainda mais o espaço dele. O ex-presidente, por sua vez, gostava de lembra-la de que era ela a presidente do Conselho da Petrobras no período de maiores desvios. Lula e Dilma, ele conta, tinham uma relação diferente com corrupção. Enquanto o primeiro permitia que ocorresse a qualquer momento, mantendo-se sempre afastado para evitar ser relacionado, Dilma concentrava os desvios nos períodos eleitorais. “Nós podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”, ela teria dito. (Estadão)
Então... Em um momento, Palocci perguntou a Lula por que ele não pagava o tríplex no Guarujá com o que recebia por palestras, limpando-o. “Um apartamento na praia não cabe em minha biografia”, ouviu. Palocci levou dinheiro em mãos para Lula inúmeras vezes. (Globo)

Mais um enganador: Ananda Joy acusado de abuso sexual








Um mês após as denúncias de abuso sexual e estupro contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, o Ministério Público está investigando um novo caso de abuso sexual em ambiente religioso. Três mulheres que frequentaram sessões tântricas organizadas por Diógenes Mira, também conhecido como Ananda Ramana Das ou Ananda Joy, decidiram denunciá-lo por terem sentido-se coagidas — seja pelo discurso espiritual, seja pela força física — a fazer sexo com o guru. Em seus relatos ao Globo, as mulheres e outros frequentadores contaram que havia no ambiente uma manipulação psicológica pelo uso da fé e de substâncias psicotrópicas — além do uso da ayahuasca, os rituais também incluíam drogas sintéticas, como o ecstasy e o MDMA, e a maconha.

Um exemplo de Fábio Assunção



Em julho de 2018, Gabriel Bartz compôs e a banda La Fúria gravou uma música com os seguintes trechos: “Hoje eu vou beber, hoje eu vou ficar loucão / Hoje eu não quero voltar pra minha casa não / Hoje eu vou virar o Fábio Assunção / Hoje eu vou voltar pra casa só se for no camburão” (YouTube). E às vésperas do carnaval de Salvador, ela é uma grande concorrente ao título de hit da festa. A canção chegou aos ouvidos do ator, que decidiu propor ao compositor e aos cantores da música um acordo: usá-la para ajudar ONGs de tratamento de dependência química. Ontem, ele anunciou que todo o lucro do hit será revertido a essas instituições. Além disso, uma nova versão da letra será composta.

A Venezuela derrete






Ninguém arrisca um número, mas as ruas de Caracas e várias outras cidades venezuelanas encheram ontem de pessoas que entoavam slogans contra o governo de Nicolas Maduro. Aderiram, inclusive, os bairros pobres caraquenhos, tradicionalmente leais ao chavismo. Em meio ao dia tenso, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, fez o gesto simbólico de jurar a Constituição, como se tomando posse interinamente da presidência. (Vídeo.) E o gesto simbólico disparou o relógio, lançando o país num sério impasse que terá algum desfecho nos próximos dois dias.
Pois foi que, de presto, o presidente americano Donald Trump reconheceu oficialmente Guaidó como presidente. A eleição suspeita de inúmeras fraudes que recolocou Maduro no comando do país já não havia sido reconhecida pelos EUA e quase todos os vizinhos. Na ausência de um presidente, diz a Constituição venezuelana, é o líder da Assembleia quem assume. A decisão americana foi acompanhada por onze outros governos — Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru. Como retaliação, Maduro cortou relações diplomáticas com os EUA, dando ordem para que o embaixador e sua equipe deixassem o país em 72 horas. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, recusou-se, lembrando que não vê em Maduro autoridade para tal. Se nada ocorrer antes, Maduro terá de tomar uma decisão sobre o que fará com a Embaixada dos EUA, no final da sexta-feira. Se nada fizer, perde a autoridade que ainda tem. Se ordenar que o Exército a cerque, corre o risco de não ter suas ordens obedecidas. Seu governo está de pé pelo fio de autoridade que consegue manter sobre as Forças Armadas. Caso cerque a Embaixada, provoca militarmente os EUA. É um xadrez de alta tensão.
A chave do conflito está no apoio que Maduro ainda tem das Forças Armadas. O governo vem mantendo uma política de transferências constantes, evitando que os militares construam relações que possam descambar em conspiração. A Guarda Nacional recebeu carta branca para atirar quando considerar necessário, e sua brutalidade exercida criou um lastro passado de abusos aos direitos humanos que, numa mudança de regime, seria investigada. Isto a mantém leal. Segundo o professor Daniel Lansberg, porém, há grande insatisfação nos quartéis. Corre o risco, justamente, de parar de ser obedecido. (Nexo)
Ao menos no que fala, Maduro reagiu com ênfase. “Pode um ‘qualquer’ se declarar presidente ou é o povo que elege o presidente?”, perguntou em discurso. “Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos à carga. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia.”
O Brasil deu apoio político a Guaidó mas ficará nisso. “O Brasil não participa de intervenção, não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”, afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão. (Estadão)
Galeria: O 23 de enero venezuelano.