quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A Vez de Lula









Ex-presidente usará todas as artimanhas jurídicas para disputar a eleição. Que assim seja assim, para que o mito encontre seu capítulo final e então pague suas contas com a Justiça.

Luiz Inácio Lula da Silva é hoje um condenado pela Justiça brasileira. Tem pena a cumprir de nove anos e seis meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ainda é réu em outros seis processos. Mesmo assim, acha que tem credenciais suficientes para voltar a ser presidente do Brasil, cargo que ocupava quando urdiu os crimes de que é acusado.
No próximo dia 24 de janeiro, Lula terá aquele que pode ser seu definitivo encontro de contas com a Justiça. Sua condenação, determinada pelo juiz Sergio Moro em julho último, será julgada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Dependendo da decisão dos três juízes que a compõem, o petista ficará inelegível.
Mas não se deve alimentar ilusões: independente do que acontecer daqui a 40 dias, o nome de Lula estará na urna eletrônica em outubro de 2018. Há uma miríade de instâncias, instrumentos legais, chicanas e protelações jurídicas que permitem arrastar o caso dele até a véspera ou mesmo até a data da eleição. Lula e seu exército de advogados esgotarão todas. Até dentro da cadeia, envergará o figurino que mais preza, o do perseguido e injustiçado, e atiçará o país.
Ao ex-presidente e ao PT pouco importa o interesse maior do Brasil. Seus passos atuais e futuros visam apenas dar nó na realidade, na qual ele e seu partido promoveram o maior retrocesso imposto ao país em décadas, patrocinaram o maior assalto a cofres públicos que se tem notícia no mundo e instauraram um regime de ruína, corrupção e decadência. Esta é a história de fato. Em campanha, Lula e o PT se dedicam a criar um universo paralelo, irreal, ilusório, enganador.
O que precisa ser respondido é: a que serve uma nova - seria a sexta - candidatura presidencial de Lula? A que ele se pretende?
Pelo que tem dito nos palanques de sua campanha antecipada, ilegalidade flagrante travestida de inocente "caravana", o petista está disposto a defender o indefensável, opor-se ao crassamente necessário, afirmar o inconfessável. Lula tornou-se a pior espécie de político que pode haver: aquele disposto a justificar os crimes, erros e descalabros que cometeu colorindo-os como atos de defesa do povo. É abjeto.
O Brasil está numa encruzilhada e isso não é difícil perceber. Só tolos ou sabotadores podem negá-lo; Lula é um deles. Sua pregação não educa, não constrói, não converge a favor do país. É incapaz de qualquer autocrítica. O legado real do PT é de destruição, mas o ex-presidente age como se seu partido nada tivesse a ver com o desastre e, pior, atua para inviabilizar qualquer iniciativa de reconstruir os escombros - como no caso das reformas estruturais.
Lula precisa ajustar suas contas com a Justiça. Mas melhor será que seu nome chegue, ainda que aos trancos e barrancos, às eleições gerais de 2018. Este mito, falso, enganador, nefasto, precisa encontrar seu ponto final, para que o país possa se redimir do atraso que lhe foi impingido pelo petismo e consiga, de fato, acelerar a árdua travessia até se tornar de novo um país com perspectivas positivas, coisa que Luiz Inácio Lula da Silva e o PT dizimaram.
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela
 

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ajude o Morhan a reativar a Carretinha da Saúde


Está no ar a primeira campanha de financiamento coletivo do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), com o objetivo de levar de volta às ruas o projeto da Carretinha da Saúde. 

Um grande projeto para enfrentar um grande problema

O Brasil é o país com a maior incidência de hanseníase no mundo, ou seja: é o país que apresenta o maior número de casos novos da doença em relação a sua população.  Esse indicador é absurdo, já que hanseníase é uma doença que tem cura e cujo tratamento é gratuito pelo SUS!

A Carretinha da Saúde é uma das ações do Morhan para enfrentar essa realidade. Trata-se de uma unidade de atendimento itinerante, com três consultórios médicos e equipada para a realização de consultas e diagnóstico da hanseníase, sempre em parceria com as equipes de saúde dos municípios onde ela se instala. Os locais são escolhidos de forma estratégica, considerando a incidência da doença e bairros com ausência de assistência: a Carretinha chega nos territórios que normalmente não contam com atendimento. Nos ajude a colocar a carretinha na estrada novamente, faça uma doação!

👉Todos os voluntários e voluntárias do Morhan estão convocados a fazer dessa campanha um grande passo para a luta pela eliminação da hanseníase no Brasil! 

Você pode colaborar fazendo uma doação DE QUALQUER VALOR no site da campanha e/ou divulgando para todos os seus amigos!

Se você tem dúvidas sobre como fazer para doar, mande uma mensagem pelo facebook do Morhan ou pelo ZapHansen: (21) 97912 0108, ou ainda ligue no  TeleHansen: 0800 026 2001

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

FestCine Maracanaú anuncia vencedores.






A sétima edição do  FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias anunciou na noite deste sábado (9) os curtas e longas-metragens premiados. Nesta edição foram inscritos 490 produções oriundas das mais diversas regiões do Brasil, das quais 25 foram selecionadas e concorreram ao Troféu Maracanaú.
Veja a lista de vencedores:
LONGA-METRAGEM
Melhor Longa-Metragem: Badi – Edu Felistoque (SP)
Melhor Fotografia: Os Caubóis do Apocalipse – Diego da Costa (SP)
Melhor Direção: Os Caubóis do Apocalipse – Diego da Costa (SP)
Melhor Trilha Sonora: Poesia & Melodia – Flávio Colombini (SP)
Melhor Atriz: Os Caubóis do Apocalipse – Diego da Costa (SP)
Melhor Ator: Poesia & Melodia – Flávio Colombini (SP)
Melhor Roteiro: Como você me vê? – Felipe Bond (RJ)
CURTA-METRAGEMMelhor Curta-Metragem: Guiana Francesa – Edmilson Filho e Olavo Júnior (CE)
Melhor Direção: Quando Parei de me Preocupar Com Canalhas – Tiago Vieira (SP/GO)
Melhor Fotografia: Luiz – Alexandre Estevanato (SP)
Melhor Trilha Sonora: Òrun Àiyé – A Criação do Mundo – Jamile Coelho e Cintia Maria (BA)
Melhor Atriz : Thais Herculano – Agonia (CE)
Melhor Ator: Dênis Lacerda – Guiana Francesa (CE)
Melhor Roteiro: Marcio Del Picchia – Diz a Lenda (SP)

Metrô do Ceará proíbe viagem com cachorros.

        




       Enquanto o mundo inteiro caminha para a defesa dos direitos dos animais o metrô do Ceará não aceita que cachorros de pequeno porte acompanhei os donos nas viagens. Um cão de braço não pode ser levado dentro da bolsa apropriada para a viagem. 
         Nos metrôs de todo o mundo as alternativas são levadas em conta. Em Nova York os cães são transportados em sacos próprios; em Barcelona também são permitidos.
      Precisamos pressionar a direção do Metrô do Estado para rever essa determinação anacrônica e que vai contra a linha de direitos dos animais no mundo inteiro.

Juiz Federal Sérgio Moro é Brasileiro do ano 2017


O juiz federal Sérgio Moro fez um discurso direto sobre o fim do foro provilegiado, a manutenção da possibilidade de prisão em segunda instância e o fortalecimento da Polícia Federal durante evento da revista IstoÉ, em São Paulo, que teve a presença do presidente Michel Temer e outros membros do governo.  “Todas as pessoas precisam ser iguais perante a lei”, afirmou Moro, um dos agraciados da premiação Brasileiros do Ano 2017, ao defender o fim do foro. O magistrado elogiou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estava na cerimônia, mas cobrou: “Embora o magnífico trabalho do senhor, parece que algum investimento se faz necessário para o refortalecimento da Polícia Federal”.



No momento em que Moro foi receber o prêmio da noite, todos os outros premiados se levantaram para aplaudi-lo – exceto Temer, Meirelles, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.
Moro também prestou homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em janeiro. “Prometi para a família de Teori seguir com o seu legado.” O ministro era relator da Operação Lava Jato no Supremo.
Presidenciáveis. Na premiação também estiveram presentes presidenciáveis declarados e outros nem tanto.
No hall de entrada do teatro Tom Brasil, na zona sul de São Paulo, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), por exemplo, disse que não pensa em ser candidato a vice de nenhum candidato à presidente do PSDB: “Minha prioridade não é ser candidato a vice do Alckmin. O Democratas está em um processo de refundação que pode terminar com a escolha de um candidato próprio.”
O prefeito de Salvador não quis relacionar o próprio nome como um possível candidato, mas se lembrou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um nome forte e também sinalizou conversas de fora do círculo político. “Também estou conversando com nomes de fora da política. Acredito em nomes novos que apareçam através da política e não contra a política”, afirmou.
ACM Neto também comentou sobre as candidaturas que aparecem liderando as pesquisas de intenção de voto, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). “É um equívoco os partidos apostarem que Lula não será candidato. É preciso se preparar para enfrentá-lo na rua”. Ele também considera que a candidatura de Bolsonaro deve se desidratar até às eleições.
Outro pssível presidenciável que passou pelo hall de entrada do teatro foi o senador Álvaro Dias (Podemos-PR). Dias diz não se sentir desanimado com as recentes pesquisas. “As manchetes deveriam ser: Lula e Bolsonaro estão inviabilizados pela rejeição”. Sobre o governo federal, Dias provocou: “O presidente Temer não precisa se preocupar em encontrar um candidato para defendê-lo em 2018. O quero governo vai precisar encontrar é um bom advogado”.
Um quase presidenciavel que estava na festa foi o apresentador Luciano Huck. Ele manteve o discurso dos últimos dias – de que  pretende participar da política com os movimentos cívicos (ao menos dois representantes do Agora! estavam com ele). No palco, Huck lembrou do acidente aéreo de que foi vítima e afirmou que, por conta desse acidente, tem se questionado sobre qual seria sua missão.  O apresentador afirmou que está disposto a colaborar da forma que puder. Sem se colocar como candidato,  falou que o País precisa investir na renovação política e que “não é justo o Brasil ter que escolher entre o sujo e o mal-lavado”.
O prefeito João Doria (PSDB) e o ministro Henrique Meirelles, que é filiado ao PSD e também é cotado como presidenciável,  não falaram na chegada do teatro.
Já no início do evento, a grande expectativa era saber perto de quem o juiz Sérgio Moro, o principal homenageado do evento,  se sentaria. Isso porque no mesmo evento no ano passado, o juiz foi fotografado conversando o senador Aecio Neves (PSDB-MG), alvo da Lava Jato. Dessa vez ele estava ao lado de Caco Azulgaray, representante da Editora Três, que edita a publicação, e do jogador de futebol Alan Ruschel, atleta sobrevivente do acidente aéreo com o time da Chapecoense.
Além disso, Temer foi o responsável por entregar o prêmio ao seu próprio ministro, Henrique Meirelles. O presidente fez um breve discurso no final. Não citou Moro nem os pedidos do magistrado. Limitou-se a falar rapidamente sobre a reforma da Previdência, dizendo que a igualdade é o princípio da reforma.
OS PREMIADOS
Brasileiros do Ano IstoÉ
Sérgio Moro – Brasileiro do Ano
Henrique Meirelles – Economia
ACM Neto – Política
Luciano Huck – Comunicação
Isis Valverde – Televisão
Juliana Paes – Televisão
João Carlos Martins – Ética
Milú Villela – Cultura
João Paulo Guerra Barrera – Educação
Alan Ruschel – Esporte
Empreendedores do Ano IstoÉ Dinheiro 
Ilan Goldfajn – Empreendedor do ano
Frederico Trajano – E-commerce
Flavia Bittencourt – Varejo
Guilherme Paulus – Serviços
Celso Athayde – Impacto Social
Paulo Cesar de Souza e Silva – Indústria
Fonte: Estadão

domingo, 10 de dezembro de 2017

Fotojornalismo do FestCine Maracanaú

Algumas fotos do FestCine Maracanaú:






Sesc realiza doação de 18 mil aves para ceia de Natal de famílias cearenses


O programa Mesa Brasil Sesc garante a ceia natalina de 18 mil famílias com a distribuição de 18 mil aves até o dia 21 de dezembro. Recebem o alimento famílias de baixa renda atendidas em 111 instituições sociais cadastradas nas Unidades do programa em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Iguatu e Sobral.  As entregas já iniciaram no dia 1º, e a ação acontece por meio de uma parceria do Sesc com a BRF / Perdigão.
Este é o segundo ano em que é desenvolvida a campanha em todo o Brasil, sendo o tema atual “Natal Especial tem Mesa Cheia e Chester Perdigão!”. No Ceará, são contemplados 28 municípios: Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Juazeiro do Norte, Crato, Iguatu, Catarina, Acopiara, Cariús, Barbalha, Massapê, Jucás, Catunda, Várzea Alegre, Quixelô, Missão Velha, Assaré, Forquilha, Solonópole, Milagres, Groaíras, Abaiara, Pacujá, Icó, Porteiras, Santana do Acaraú e Morrinhos.
Há 16 anos, o Sesc atua nacionalmente no combate à fome e ao desperdício, tendo como base ações educativas e distribuição de produtos excedentes ou fora dos padrões de comercialização, mas ainda próprios para consumo. Doados ao Programa por empresas parceiras, os alimentos são encaminhados a entidades sociais cadastradas. Em resumo: o Mesa Brasil busca onde sobra e entrega onde falta. Por ano, são distribuídos, em média, cerca de 42 milhões de quilos de alimentos. O convite da Perdigão ao Mesa Brasil Sesc para ser parceiro na campanha se deu em função da credibilidade e transparência do trabalho do programa. 

Sobre a doação
A campanha de Natal da Perdigão “Natal Especial tem Mesa Cheia e Chester Perdigão!” teve início no dia 1º de dezembro e prevê que, a cada Chester comprado pelo consumidor, outro seja doado para uma família, sendo a distribuição realizada pelo programa Mesa Brasil Sesc. O produto é líder no segmento e é marca exclusiva da Perdigão. Em todo o país serão 250 mil aves distribuídas pelo Mesa Brasil Sesc durante a ação, visto que cada ave serve, em média, uma família de quatro pessoas. O alimento é entregue às famílias atendidas por entidades sociais previamente selecionadas. Além do Ceará, a distribuição acontece em 12 estados, com a coordenação do programa nos Departamentos Regionais do Sesc.

SERVIÇO
18 mil famílias cearenses recebem doação Mesa Brasil Sesc
Entregas às famílias: Fortaleza (até 1 a 21/12), Sobral (6 a 15/12), Iguatu 6 a 13/12), Juazeiro do Norte (5 a 14/12) e Crato (5 a 13/12).


Informações: (85) 3318.4925 / 3318.4926 / 3318.4927


*Entidade mantida pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.

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Twitter: @sesc_ce
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Jornalistas Responsáveis: Jardeline Santos – (85) 3195.8739 / 99652.8097 / Ingrid Freitas - (85) 3195.8738 / 99662.9165 / Camila Grangeiro – (85) 99659.6890 / Gabriela Vieira – (88) 99716.0990 / Carla Pinto – (85) 98802.6181

Cestão de Natal

Inflação cai a níveis historicamente baixos, empurrada por queda inédita dos preços dos alimentos, e garante condições melhores de vida para brasileiros mais pobres


O país ainda terá de vencer longa trajetória até que possamos considerar a crise superada. Mas condições objetivas e cotidianas da vida dos brasileiros já vêm apresentando sinais evidentes de melhora neste pouco mais de um ano e meio desde a mudança de governo. Uma das conquistas mais expressivas vem do que está acontecendo com a inflação.
O ano está chegando ao fim com os índices de preços caindo a, provavelmente, seu menor patamar desde 1998. Ainda falta computar os dados de dezembro, mas a inflação oficial de 2016 será a segunda ou, na pior das hipóteses, terceira menor desde o Plano Real. É um alívio e tanto para quem até pouquíssimo tempo atrás via seu dinheiro ser corroído bem antes de o fim do mês chegar.
Segundo o IBGE divulgou nesta manhã, a inflação de novembro foi de 0,28%, bem abaixo do 0,42% registrado em outubro. Com isso, o acumulado no ano situa-se agora em 2,5%, menor nível em 19 anos. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,8%. São números que até recentemente poderiam soar como miragem.
Basta lembrar que 2016 terminou com inflação de 6,3%, namorando o teto de tolerância da meta, e 2015 viu os preços subirem 10,7%, acima de qualquer limite tolerável. Ou seja, estamos hoje num patamar que é menos da metade do que estávamos um ano atrás e menos de um terço do de dois anos antes.
Melhor de tudo é que a inflação cai mais onde mais dói no bolso: no preço dos alimentos. Tais itens representam, de acordo com o IBGE, um quarto das despesas das famílias brasileiras. Há sete meses consecutivos vêm ficando mais baratos. No ano, acumulam queda de 2,4%, algo nunca antes visto - pelo menos desde que há registros, isto é, desde 1994.
Melhor ainda, para os mais pobres a inflação está ainda mais baixa. O INPC, que acompanha gastos de famílias com renda até cinco salários mínimos, já está no menor nível desde o Plano Real, com os alimentos - que consomem um terço do orçamento deste estrato social - registrando queda de mais de 3% no último ano.
A comida na mesa ficou mais barata porque o campo brasileiro exercitou ao máximo seu potencial de geração de riqueza. Nunca antes as lavouras do país produziram tanto, com tanta produtividade. É mérito do setor da economia nacional que, servido por políticas adequadas de crédito, organização e tecnologia, conseguiu ir mais distante na cadeia global de valor.
O cestão de Natal dos brasileiros ainda não será o dos sonhos, mas já será bem mais provido do que se imaginava até recentemente. É necessário realismo: não se supera devastação como a que se abateu sobre a nossa economia entre 2014 e 2016 sem muito, redobrado e persistente esforço. O que já está ocorrendo com a inflação, alimentada pelo vigor agrícola, indica que perseverar no caminho que vem sendo trilhado pode render bons e duradouros frutos.
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela
 

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sábado, 9 de dezembro de 2017

FESTCINE MARACANAÙ realiza encerramento hoje

O 7º Festival de Cinema Digital e novas mídias de Maracanaú realiza o último dia de apresentação na Praça da Estação. Teremos a homenagem a Academia Cearense de Cinema e a Secretaria de Cultura do Estado, na pessoa do Secretario Fabiano Piúba.
Ontem foram homenageados o Ex-prefeito Roberto Pessoa e o Jovem executivo Ítalo Camurça, chefe de gabinete da Prefeitura Municipal. Receberam o Trófeu FestCine/Maracanã. Estiveram presentes os Vereadores Rafael Lacerda, Rafael Pessoa, Berim, Demi Peixoto e Jeorgenes. Representando o  Prefeito Firmo Camurça participou o Secretario de Governo Neton Lacerda. O Jovem Paulo Paugartem representou o pai, vereador Cezinha. Presentes ainda Helio Tavares ( Secretaria de Assistência Social), Carlos Jarbas e Almir Lins (redes sociais), Eudasio Menezes e Leonardo ( Assessores de Gabinete ) e lideranças comunitárias.
Hoje teremos os últimos filmes e o resultado das seleções de curtas, animações e longa. O Festival hoje é considerado um dos principais do estado do Ceará e do Nordeste.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PSDB realiza convenção no fim de semana

Os comandantes do PSDB se reúnem em Brasília neste fim de semana para definir o que fazer da vida. A convenção do partido acontece neste sábado 9 e será palco de coroação do grão-tucano da vez, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Ele assumirá a presidência, controlará vagas e orçamento do partido, além de consolidar o que deve ser a caminhada para a candidatura à Presidência da República.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Produção Industrial avança e outras



Produção industrial avança
A produção industrial teve alta de 0,2% em outubro, na comparação com setembro. Na comparação anual, a expansão foi de 5,3% — o consenso do mercado. A produção cresceu em 15 dos 24 ramos pesquisados na passagem de setembro para outubro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais influências positivas foram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), ambos revertendo os resultados negativos registrados no mês anterior: -19,7% e -0,7%, respectivamente. Outras contribuições positivas foram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), metalurgia (1,6%), máquinas e equipamentos (1,3%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%).
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BNDES no mercado de capitais
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai anunciar, ainda em dezembro, novas ferramentas de estímulo ao mercado de capitais. A decisão foi confirmada para o site EXAME por Carlos da Costa, diretor da área de crédito do banco, durante o evento Infra2038 em São Paulo. As mudanças devem ser colocadas em prática em fevereiro do ano que vem. “Nós queremos fazer parcerias mais ativas com o mercado de capitais”, disse Carlos. A ideia é criar um “BNDES 4.0” que também invista em bens intangíveis e se torne o maior investidor-anjo do mundo. O BNDESPar, área de participações acionárias do banco, anunciou na semana passada que vai investir até 40 milhões de reais em fundo para empresas incubadoras e parques tecnológicos.
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Integração no Walmart
A varejista Walmart anunciou que vai integrar as operações de loja física com e-commerce no Brasil. A integração é uma grande mudança na estratégia da rede, que há pouco mais de dois anos se vangloriava de ter operações separadas. O primeiro passo deve ser justamente a unificação das equipes sob um mesmo teto. Movimento parecido foi iniciado pela Via Varejo, dona das marcas Pontofrio e Casas Bahia, que incorporou o negócio online e agora trabalha para oferecer serviços logísticos e de gestão de estoque aos vendedores. 
“Ladrão tem que ir para a cadeia”, diz Lula
Em caravana ao Espírito Santo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a alegar inocência no caso do tríplex do Guarujá e a desafiar “a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal” a apresentarem provas de que ele cometeu crime. O petista foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz federal Sergio Moro e aguarda julgamento da segunda instância para saber se fica inelegível para as eleições de 2018.
Geddel em apuros
Um dia depois de denunciar Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ambos do PMDB, por lavagem de dinheiro e associação criminosa, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal o recolhimento noturno e nos dias de folga de Lúcio e a prisão domiciliar de Marluce Vieira Lima, mãe da dupla. A fiança pedida é no valor de 400 salários mínimos (cerca de 375.000 reais) para cada, além da proibição de Marluce “manter contato, receber em casa ou usar para fins pessoais secretários parlamentares do filho deputado”. Ontem, Dodge pediu uma multa de 51 milhões de reais — o valor do bunker de Geddel — como indenização por danos morais.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Coragem e decência


"
É hora de o PSDB mostrar como vê o futuro e colaborar para uma sociedade melhor"
                                                                                   Fernando Henrique Cardoso

Quando eu era criança havia um ditado que insistia em que "ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil". Eram tempos do Jeca Tatu, figura mítica que habitava os campos brasileiros. Ainda devem existir jecas-tatus por este mundão afora, mas sua imagem esmaeceu no imaginário brasileiro. Havia o drama dos pés descalços; mesmo no Rio, onde passei a meninice e não havia muita gente descalça, muitos usavam tamancos. O bicho-do-pé era uma preocupação dos que iam às fazendas. Depois veio a leva das "havaianas" e se tornou raro ver gente sem sapato. As saúvas devem continuar existindo...
Mais recentemente, antecedendo a Constituição de 1988 e mesmo depois dela, durante meu governo, as "marchas dos sem-terra" tornaram realidade política a carência de reformas no campo. Bem ou mal fomos distribuindo terras. Somando o que foi feito em meu governo ao que fez o primeiro governo petista, houve, sem alarde, uma "reforma agrária", se considerarmos a redistribuição de terras. Ao lado disso, houve uma revolução agrícola, com ciência e tecnologia da Embrapa por trás, financiamento mais adequado e audácia empresarial.
Não havia SUS até que os governos pós-Constituição de 1988 o puseram em marcha. Adib Jatene, Cesar Albuquerque, José Serra e Barjas Negri são, dentre outros, nomes a serem lembrados nessa construção. Sem esquecer que foi o grupo dos "sanitaristas" da Constituinte, composto por médicos, geralmente de esquerda, que introduziu a noção de seguridade e inventou a colaboração público-privada no SUS.
É boa a prestação de serviços pelo SUS? Depende. Mas ele existe e atende, em tese, os 205 milhões de brasileiros.
Dou esses exemplos que mostram a capacidade que tivemos para enfrentar, mesmo que parcialmente, certos problemas que afligem o povo. Isso nos deve dar ânimo para continuar a acreditar no País.
Duas questões nos desafiam especialmente na atual conjuntura: o desemprego e a desconfiança nos governos. De permeio, o crime organizado e o ódio entre facções políticas, além da corrupção dos que usam colarinho branco. Acrescente-se que desta vez a "crise" dos governos (financeira e moral) foi criada internamente. Não há como jogá-la no colo do FMI ou dos "estrangeiros". É tão nossa quanto a saúva ou o bicho-de-pé. Políticas equivocadas da dupla Lula-Dilma levaram a que depois do boom viesse a borrasca: os governos (não só o federal) estão exauridos, o PIB despencou mais de 8% entre 2015 e 2016, a desigualdade voltou a aumentar e o desemprego passou de 4% a 14% no mesmo período. Embora não faltassem razões jurídicas, foi o descontrole da economia que, no fundo, causou o impeachment, pois atingiu e irritou o povo e levou o Congresso a agir.
Foi para sair do impasse que o governo Temer obteve apoios: para retomar o crescimento da economia (tendo o projeto Ponte para o Futuro como roteiro). A despeito de tudo, até da crise moral, o governo vai atravessando o despenhadeiro. Retomou as condições para transformar de retórica em prática viável a exploração do pré-sal, com a reconstituição financeira e moral da Petrobrás. Está estabelecendo um plano adequado para as empresas energéticas, deu ímpeto à reforma educativa e assim por diante, sem se esquecer dos esforços para conter os gastos nos limites do Orçamento e das possibilidades de endividamento do Estado.
Não há razão para um partido como o PSDB repudiar o apoio que deu ao governo de transição, muito menos para, dentro ou fora do governo, deixar de votar a agenda reformista, que é a do próprio partido. No caso da Previdência, principalmente, as únicas questões cabíveis são: tal ou qual medida aumenta ou diminui os privilégios e, consequentemente, a desigualdade social no País? Nada justifica manter vantagens corporativas nem privilégios. O mesmo vale para uma futura reforma tributária ou para medidas fiscais, que podem doer no bolso de alguns, como é o caso do fim do diferimento de Imposto de Renda nos "fundos fechados", mas que são justas e necessárias.
Ou nos convencemos de que por trás do desemprego, do ódio político e da violência criminosa está um grau inaceitável de desigualdade, agravado pela crise que nos levou à falta de horizonte, e lutamos contra esta situação, ou pouco caminharemos no futuro. Sem confiança no País, a começar em nós próprios, não há investimento nem crescimento que se sustentem. Essa é, portanto, uma questão coletiva, afeta ao País como um todo, e precisa ser tratada como um desafio para o Estado e para a Nação.
A questão central de um partido que nasceu como o PSDB, para se diferenciar da geleia geral que se formou na Constituinte, é a de se distinguir pela afirmação, não pela negação. Não será em função de posições que ocupa ou deixa de ocupar nos governos que se afirmará, mas das bandeiras que simboliza e das políticas que apoia para o Brasil. A hora é de coragem para mostrar como o partido vê o futuro e como colabora para formar uma sociedade melhor (apoiando medidas igualadoras e votando a favor das reformas). Não se trata de questão eleitoral, mas de compromisso com o povo e com o Brasil. A história de um partido não se escreve apenas com manifestos e programas, mas com gestos e com pessoas que simbolizem a mensagem que se quer transmitir. Se o preço para ganhar eleições for o de desfigurar as crenças - no que não creio -, melhor ficar com estas e semear para o futuro.
É em nome de sua identidade que o PSDB poderá desligar-se do governo que ajudou a formar, mas sem abdicar de suas propostas. É legítimo que um partido escolha dentre seus quadros quem, circunstancialmente, é mais adequado para ser seu candidato à Presidência e lute para alcançá-la. Sem "hegemonismos", pois num país diverso como o Brasil todo partido precisa de aliados com quem compartilhar o poder e as crenças, o que não subentende a submissão cega nem a desmoralização das instituições republicanas.

Fernando Henrique Cardoso
*SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

domingo, 3 de dezembro de 2017

Grupo Cafe Expresso realiza 2º Encontro de Blogger


O Grupo Café Expresso, que reúne Blogger no Facebook, realizou o  2º Encontro de comemoração dos 2 anos de existência.  O evento foi realizado no Conjunto Acaracuzinho e constou de um vasto café com tapioca e muita conversa na Padaria Nossa Senhora Guia. 
Estiveram presentes a Fundadora e Administradora do Grupo Claysseane Freire. o Blogueiro Eudasio Meneses, Nailton Marques, Waldick, Márcio, Dada Feitosa, Edna, Almir Lins, Karol e este Blogger.
Muita política, aventuras  porno-eróticas e literatura foram temas colocados à mesa de café e conversa.
O grupo distribuiu canecas personalizadas, ofertas da da Padaria Nossa Senhora Guia e da Click Design, além de sorteio de livros.
Um parabéns bem grande e largo para a amiga Claysseane Freire pela iniciativa.

Imprensa Ameaçada


A liberdade de imprensa no mundo atingiu o pior nível desde 2000. O estudo da ONG britânica de defesa da liberdade de expressão Artigo 19  demonstra essa situação num relatório que analisou a independência da mídia em 172 países no período entre 2006 e 2016. 
A análise se baseia em indicadores como viés e corrupção, censura a internet, acesso à justiça, assedio a jornalistas e igualdade de gênero e classe social.
De acordo com o relatório 259 jornalistas foram presos em 2016 e 79 assassinados,além do conteúdo da internet ser controlado por algumas empresas de internet cujo processos "são poucos transparentes".