terça-feira, 1 de setembro de 2020

Pandemia retoma reflexão sobre a necessidade de um novo modelo da mobilidade urbana

 Após meses de paralisação de diversos setores para conter a disseminação do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil, as cidades iniciam a retomada de atividades e as pessoas começam a voltar às ruas. Durante esses meses de reclusão e convivência com o vírus, fomos fortemente impactados na nossa maneira de viver, morar, trabalhar e consumir. Durante a quarentena, com acesso mais restrito aos locais onde as pessoas costumavam ir, houve um grande rearranjo na mobilidade urbana provocado, principalmente, pelo ingresso da digitalização de serviços. O tempo que se gastava em deslocamento foi alterado, e quase eliminado para algumas atividades.

Segundo estudo divulgado em maio pela ABComm (Associação Brasileira de Comercio Eletrônico)* o Brasil registrou um aumento médio de 400% no número de lojas que abriram o comércio eletrônico por mês durante o período da quarentena. De acordo com o estudo, até o começo das ações para conter o coronavírus no País, no início da segunda quinzena de março, a média era de 10 mil aberturas por mês. O número saltou para 50 mil mensais logo após os decretos de isolamento social.

O levantamento indicou que mais de 100 mil lojas já aderiram às vendas pela internet e os setores que estão em alta são os da moda, alimentos e serviços. A ABComm e a Konduto registraram também, um aumento de 40% no número de vendas on-line e os seis setores que mais cresceram são o de Calçados (99,44%), Bebidas (78,90%), Eletrodomésticos (49,29%), Autopeças (44,64%), Supermercado (38,92%), Artigos Esportivos (25,75%), Móveis e Decoração (23,61%) e Moda (18,38%).Esse novo modelo de consumo deve persistir após a pandemia e a lógica é que as cidades possuam diversas centralidades que tragam serviços para o consumidor o mais próximo da sua residência possível.

Novo modelo de mobilidade

A pandemia traz a reflexão sobre um novo modelo de mobilidade urbana, mesclando o deslocamento com a coerência geográfica, ou seja, as pessoas tendem a se deslocar cada vez menos e dar preferência aos locais próximos a sua moradia. O legado que a pandemia está deixando é essa mesclagem de uma mobilidade física, com mobilidade digital e acessibilidade mais coerente focando na criação de novos centros dentro das cidades.

A dificuldade na mobilidade urbana é apontada como um dos maiores gargalos das grandes e médias cidades.  O tempo perdido no trânsito, seja no automóvel particular ou no transporte público, tende a diminuir em função da aceleração de um processo que caminhava lentamente no Brasil: o trabalho remoto.

O maior impacto deverá continuar na redução do congestionamento nas cidades em função dos veículos particulares. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)* a capital paulista chegou a ficar 15 dias consecutivos registrando congestionamento zero. Agora com o início da retomada das atividades o volume de veículos a circular na capital volta a subir, mas com a incorporação do home office, que deve acontecer em grande parte das empresas, os congestionamentos devem seguir menores do que antes da pandemia.

No entanto, existe uma série de classes trabalhadoras que não se enquadram no sistema de home office, o que exigirá do gestores das cidades uma atenção maior ao sistema de transporte público, de maneira a dimensionar melhor a ocupação dos ônibus e metrôs a fim de atender não apenas às recomendações dos órgãos de saúde, como também a demanda que se torna mais exigente e cuidadosa com a maneira de se locomover na cidade.

Cidades policêntricas

Além disso, a pandemia reforça a lógica de que a cidade deve se descentralizar diminuindo a mobilidade urbana. Dois conceitos começam a ter importância para as cidades brasileiras e se mostram as alternativas mais viáveis pós pandemia, que são a ideia de cidade compacta e policêntrica, e a de se adotar um planejamento de longo prazo, elaborado de forma compartilhada entre poder público, instituições, empresas e população.

É preciso que as cidades possuam vários centros conectados com produtos estruturantes, como a saúde, educação, varejo e lazer, impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas com o surgimento de bairros autossuficientes que promovam a diminuição do deslocamento diário devido à proximidade dos serviços essenciais.

Urban Systems oferece soluções para o planejamento estratégico de cidades mais inteligentes e modernas. Saiba mais sobre nossa atuação junto às cidades clicando aqui 

Quer ficar por dentro das novidades, tendências e discussões sobre Cidades Inteligentes, novas forma de viver pós-pandemia e mobilidade inteligente? Inscreva-se com desconto no Connected Smart Cities e Mobility DX aqui.

Thomaz Assumpção é fundador e CEO da Urban Systems.

Fontes:

CET (Companhia de Engenharia e Tráfego)

ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico

O mundo está mudando cada vez mais rápido, você está se adaptando ou reagindo?

 

O mundo está mudando cada vez mais rápido, você está se adaptando ou reagindo? Por que continuamos vendo empresas que não sobrevivem por não se adaptar às mudanças do mercado?

Em primeiro lugar é importante que os líderes se adaptem, para conduzir a empresa na direção necessária. E a soft-skill necessária para essa adaptação é a Flexibilidade Cognitiva.

O que é Flexibilidade Cognitiva?

É a capacidade de adaptação a um ambiente em constante mudança. Nesse caso a explicação ao pé da letra dá a dica de como se adaptar: é preciso ser flexível na aquisição do conhecimento.

A cognição é uma função psicológica atuante na aquisição do conhecimento e se dá através de alguns processos, como a percepção, atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem.

 Para ter flexibilidade de aprendizado, antes de mais nada, é preciso estar aberto a experimentar.

Exemplos de Flexibilidade Cognitiva:

  • Testar diferentes caminhos para ir a um lugar.
  • Testar diferentes métodos para resolver um problema.
  • Analisar uma situação de diferentes maneiras.

Aprendizado através da experimentação

Conheço muitas pessoas que resistem a utilizar um app para descobrir novos caminhos para ir ao trabalho ou visitar um parente. A resposta padrão é “eu já sei o caminho”. Mas será que não vale o aprendizado desses novos apps? Conhecer outros lugares? Experimentar diferentes métodos (carro particular, aplicativos, metrô, ônibus).

Quando nos permitimos variar dentro da zona de conforto, nos preparamos para uma futura adaptação.

No exemplo do trajeto, seria necessário se adaptar caso seu caminho ou meio de transporte de costume seja bloqueado ou suspenso. E se você experimentou alternativas antes, quando esses eventos ocorrerem, você já saberia qual caminho seguir.

E na vida profissional? Há resistência em usar aplicativos novos, em treinar pessoas novas, em adotar novas metodologias, em ajudar áreas diferentes da sua ou ainda fazer trabalhos fora do seu “job description”. Fatalmente as mudanças acabam pegando essas pessoas desprevenidas.

Quando abrir espaço para experimentar?

Não estou dizendo que você deva experimentar tudo que vê pela frente. Pergunte-se: 

  • Você conhece alguma empresa ou pessoa que usou esse novo método ou aplicativo com sucesso?
  • Essa solução ou tecnologia promete algo que pode fazer diferença no seu dia-a-dia sem um investimento proibitivo?
  • Você está realmente ocupado demais para testar algo novo?
  • Você acredita que já está fazendo seu trabalho da forma mais eficiente possível?

Estar preparado para fazer a mesma coisa de maneiras diferentes vai te ajudar a se adaptar cada vez mais rápido as mudanças que estão acontecendo.

Como saber se eu já dominei essa soft skill?

Você não precisa se forçar a fazer as coisas de um modo diferente todos os dias. Mas ter a segurança de que você experimentou as demais opções e está aberto a continuar experimentando vai te dar a tranquilidade para mudar sempre que necessário.

Para ter essa segurança você tem que adotar uma vida de aprendizado contínuo. Se vivemos num mundo de constantes mudanças é esperado que as mudanças afetem a maneira como fazemos tudo em nossas vidas na mesma velocidade. 

Se você está mudando o tempo todo, e sente que está mudando para melhor, fazendo as coisas de forma mais ágil e com melhor qualidade, então você está no caminho certo.

Publicado originalmente no ProXXima

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Partidos em Maracanaú já marcam as convenções para inicio de agosto

 

              Deputado Roberto Pessoa (PSDB) defende coligação com Capitão Wagner em Fortaleza.

O Município de Maracanaú já vive o clima de campanhas. Os partidos realizam reuniões para preparar as convenções, já que o período se inicia em 31 de agosto indo até 16 de setembro. Os maiores partidos já fecharam suas chapas majoritárias, faltando somente alguns nomes de vices prefeitos, sendo do Deputado Julinho e dos partidos menores.

O PSDB, em coligação com 10 partidos, apresentará a chapa Deputado Federal Roberto Pessoa (PSDB) e Neton Lacerda (PROS), com 32 candidatos a vereadores.

Os Partidos DEM, Pros, PSD, PSL, MDB, PTB, PC do B, PMN, Republicanos e PSDB foram a majoritária.

O Cidadania e o PSB deve fechar a chapa que terá o Deputado Julio César Filho como candidato a Prefeito, faltando o PSB indicar o vice-prefeito.

A Chapa PT-REDE já sacramentada é  representará a esquerda em Maracanaú e terá Daniel Bayma (PT) e Eudásio do Pajú (REDE)

Já os partidos menores não definiram ainda suas coligações majoritárias e seus vice-prefeitos.

As Convenções começam com PTB e PC do B na Câmara de Vereadores, depois MDB no Sítio Monterey e a PSDB deverá ser confirmada para o dia 8 de setembro.

Governador do Rio afastado, Pastor Everaldo preso e Presidente da Assembléia sofreu busca e apreensão. PSC e PT juntos na propina.

 





                                            Pastor Everaldo batizando o Presidente Bolsonaro

Agora pela manhã, equipes da Polícia Federal chegavam ao Palácio Laranjeiras para afastar do cargo o governador do Rio, Wilson Witzel. A ordem foi expedida pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ. A PF, acompanhada do Ministério Público, também cumpriu mandados de prisão contra o presidente do PSC, Pastor Everaldo; o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Lucas Tristão; e o ex-prefeito de Volta Redonda, Sebastião Gothardo Netto. Há ainda mandados de busca e apreensão contra a primeira-dama, Helena Witzel; o presidente da Assembleia Legislativa, o petista André Ceciliano; e o desembargador Marcos Pinto da Cruz. (G1)

Witzel e seus aliados são acusados de cobrar propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais que prestam serviços ao governo nas áreas de saúde e educação. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o dinheiro foi pago através de contratos simulados no escritório da primeira-dama. (Globo)

Maiá Menezes: “Há um ano e cinco dias, o governador afastado sentenciava seu rompimento com o presidente Jair Bolsonaro, em entrevista à revista Época. Witzel tornava público o que todo o governo já sabia: sua prioridade era se candidatar presidente da República em 2022. O rompimento repercutiu no diálogo com o governo federal, em um momento em que o estado precisava como nunca de uma boa relação administrativa com a União. O Plano de Recuperação Fiscal vinha sendo tocado pela Assembleia Legislativa. Witzel tentou uma trégua com a família Bolsonaro, quando percebeu que sua permanência no cargo de fato corria risco. Queria apoio na Alerj, e um alicerce no poder central, mas foi rechaçado pelo presidente. Depois de uma vitória surpreendente, do Palácio Guanabara Witzel olhou para Brasília e minimizou o estado do Rio de Janeiro, quando se acumularam crises simultâneas. A pandemia acelerou a percepção de pane da gestão. O governador acabou envolvido em um enredo de corrupção que se repete no estado em três gestões sucessivas. E o Rio vive novamente os efeitos do afastamento de um governador.” (Globo)

facebooktwitterwhatsapp

domingo, 23 de agosto de 2020

Maracanaú conta com 06 pré-candidatos a prefeito do município.

 

O Período da Convenções Partidárias se aproxima, dia 31 de agosto já tem inicio e os Partidos já podem marcar as datas. Acreditamos que serão realizadas de forma online, respeitando as condições sanitárias existentes no Brasil.

Em Maracanaú começam as definições no seio dos Partidos e Coligações Majoritárias. No Partido no poder, o PSDB, o candidato será o Deputado Federal Roberto Pessoa e tendo como vice o Ex-secretário de governo da Prefeitura, o comerciante Neton Lacerda, de tradicional família do comercio local.

Pela oposição conservadora, liderada pelo Vereador Júlio César Costa Lima, já se apresenta novamente o filho, Deputado Estadual Julio César Filho.

Como franco atirador aparece o Empresário Francisco Moura, já candidato em décadas passadas e sem aparato partidário.

A esquerda apresenta novamente um candidato, apesar de viver desde  2005 como situação, ocupando cargos e secretarias nos governos Roberto Pessoa e Firmo Camurça, o Partido dos Trabalhadores lançou o ex-secretario de educação do município Daniel Bayma e busca fechar uma coligação com a REDE 

Temos ainda a candidatura do Psol, com Carlos Eduardo, filosofo e pedagogo, servidor público estadual e morador do Distrito de Mucunã, o mesmo do Prefeito Firmo Camurça,  foi Presidente da Associação de Moradores e participa da Pastoral Carcerária e o lançamento de uma chapa de vereadores. 

O PRTB apresenta como Pré-candidato a Prefeito o Subinspetor da  Guarda Municipal de Maracanaú Markos Gomes, dirigente sindical e conselheiro municipal na saúde.

O quadro começa a ser delineado e começa em 31 de agosto o prazo para a realização das convenções municipais.


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Pesquisa aponta que Bolsonaro e Moro empatam em 41% das preferências.

 

Se as eleições presidenciais fossem hoje, Jair Bolsonaro chegaria à frente no primeiro turno, com 38% dos votos. Uma vantagem de 24 pontos sobre o petista Fernando Haddad, que teria 14%. Em terceiro estaria Sérgio Moro, com 10%, então Ciro Gomes, com 6%. Luiz Henrique Mandetta teria 5%; João Doria, 4%; e Flávio Dino, 3%. É cedo, evidentemente, para prever 2022. Mas, de acordo com o PoderData, num segundo turno Bolsonaro venceria Haddad com conforto, por 42% a 34%. O mesmo não se daria se o adversário fosse Moro — é que 62% dos eleitores de Haddad votariam no juiz da Lava Jato, caso ele chegasse ao segundo turno. Neste cenário, a eleição é imprevisível. Bolsonaro e Moro empatam em 41% das preferências. (Poder 360)

Merval Pereira: “A eleição presidencial de 2022 pode ser a mais interessante dos últimos tempos, pelo menos em termos de sociologia política. Poderão se enfrentar nas urnas o ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula, o ex-presidente, que teria conseguido deixar de ser ‘ficha-suja’, e o presidente Bolsonaro, adversário circunstancial de Moro e inimigo figadal de Lula. Está nas mãos do Supremo o destino do quebra-cabeças eleitoral que definirá a corrida presidencial de 2022, que já está em curso.

 A situação é mais do que retórica, é real, a começar pela possibilidade, cada vez mais concreta, de o ex-juiz Sérgio Moro ser considerado parcial nos julgamentos em que o ex-presidente Lula foi condenado. Caso seja considerado suspeito pela Segunda Turma, o processo do triplex do Guarujá, o único em que Moro foi responsável por condenar o petista, será anulado, o que provavelmente levará à anulação de outros dois processos, o do sitio de Atibaia, em que Lula foi condenado pela Juíza Gabriel Hardt, e o do Instituto Lula, que está em andamento com o Juiz Luiz Antonio Bonat.” (Globo)

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

A demanda por livros continua.

A demanda por livros não esmoreceu. É o que indica a última pesquisa de mercado da Nielsen com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que mostra um aumento real no volume e no faturamento de livros vendidos de 15 de junho a 12 de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A Itália também começa a falar em recuperação do seu setor editorial. De acordo com informações da Associação Italiana de Editores, que reportou queda de 70% do comércio de livros em março, a situação vem melhorando.

 Agora, em julho, a queda foi de 11% em relação ao mesmo período de 2019. O estudo aponta ainda que a retomada passa pelas livrarias físicas. Na França, o clima também é de otimismo. Entre 12 de maio – um dia depois da reabertura gradual das lojas físicas – e 12 de junho, as vendas de livreiros independentes cresceram 29% em relação a 2019. As informações são do Syndicat de la Librairie Française (SLF), entidade que agrega os livreiros independentes no país.

Nos EUA, o setor editorial dos EUA está vivendo uma onda de diversidade racial e de gênero em cargos de poder. Recentemente, a Simon & Schuster convidou Dana Canedy, ex-editora do jornal The New York Times e administradora dos prêmios Pulitzer, para ser a nova editora de seu selo homônimo. 

Canedy se tornará a primeira pessoa negra a comandar uma grande editora. Ela disse que seu objetivo é adquirir livros que sejam “completamente fora do padrão esperado”.