quinta-feira, 7 de maio de 2020

Facebook cria Comitê de Supervisão com brasileiro membro.


Ronaldo Lemos, advogado especializado em direito digital 
O Facebook anunciou os 20 primeiros nomes que irão compor o seu Comitê de Supervisão. Os membros são de vários países, com advogados, jornalistas, defensores dos direitos humanos e outros acadêmicos. Entre eles está o brasileiro Ronaldo Lemos, advogado especializado em direito digital e professor na UERJ. 
O grupo será um órgão independente que vai funcionar como uma espécie de alta corte, em que usuários ou o próprio Facebook poderão apelar sobre a remoção ou recolocação de conteúdos mais controversos no Facebook e no Instagram. 
A big tech vai ser obrigada a acatar as decisões. O Comitê também poderá sugerir mudanças na política de uso da própria rede social. 
É esperado que um dos primeiros assuntos a ser tratado seja a política de anúncios da empresa. Mark Zuckerberg já se colocou diversas vezes contra deletar anúncios políticos mesmo que contenham fake news. 
Os primeiros casos devem ser julgados entre setembro e outubro. O Comitê foi anunciado por Zuckerberg em 2018, quando foi ao Congresso americano responder sobre interferências e desinformação nas eleições.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Zoom, Microsoft e TikTok crescem na Pandemia



O Zoom é uma das poucas empresas se beneficiando com as quarentenas. Mas a imagem não é tão otimista assim. Apesar de alguns problemas de segurança, a empresa divulgou no mês passado que seus usuários ativos diários saltaram de 10 milhões em dezembro para 300 milhões em abril. Mas entraram na conta o número de participantes em reunião, não os usuários individuais. A empresa silenciosamente corrigiu o post sem fornecer uma contagem diária de usuários ativos. Mesmo assim, os seus rivais não têm ficado tão para trás. A Microsoft alcançou 75 milhões de usuários ativos diários — um crescimento de 70% em relação ao mês passado. E o Google Meet tem ganhado três milhões de novos usuários por dia.
Enquanto isso… O TikTok ultrapassou dois bilhões de usuários. No primeiro trimestre de 2020, teve o maior número de downloads já alcançado por qualquer aplicativo — acumulou mais de 315 milhões de instalações na App Store e no Google Play, segundo o Sensor Tower.

domingo, 3 de maio de 2020

Como você pretende classificar os capítulos do livro da sua vida





Sempre imaginava como iria classificar os capítulos do livro da minha vida, e nesta quarentena comecei a realizar lives diárias sobre a política, surgindo uma série sobre as eleições municipais de Maracanaú, município que moro.
E isso fez-me lembrar que participei de todas as eleições que já foram realizadas de 1982 até hoje. Poderiam ser títulos para os capítulos da minha biografia.
Mas posso deixar minha biografia restritas aos parcos momentos eleitorais ou devo ampliar o campo de pesquisa e colocar, sei lá, coisas como casamento, amizades, acidentes de carros, ressacas homéricas, brigas de rua, aperreios financeiros, amores pelo caminho, e filhos, capitulo especial.
Nossa vida é ampla, maravilhosa e devemos olhá-la pelo angulo do milagre de viver, aprender, reaprender e finalmente entender porque erramos e para que serviam os erros que cometemos.
Serviam para chegar a Deus, aquietar o coração e amar o que possuímos, e neste momento para lutar pelos nossos e pela nossa vida.
Estamos nos protegendo do que não enxergamos, lutamos contra o invisível e dominados pelo medo da morte, principalmente do efeito da morte nos que amamos.
Espero poder dizer, conseguimos, sobrevivemos e abram as portas, lave a área, coloque carvão na churrasqueira, vá comprar a carne no frigorífico, fale com todos da fila, sorria, cante enquanto espera ser atendido, fale alto com aquele conhecido que estar la na frente, e ao voltar e antes de assar a carne não esqueça de agradecer a Deus a dádiva da vida, do amor e da companhia dos que ama.
Depois pode comer a vontade, até com exagero, sorrir muito, se beber, pode beber, se não, se embriague com alegria e festeje feliz a volta da vida normal, comum e maravilhosa.




Pandemia, Prefeituras e Estados na linha de frente


O cenário atual deve exigir mudanças estruturais na gestão das cidades com o objetivo de atender as demandas mais urgentes da população
Nos últimos anos o Brasil passou por diversas crises econômicas e políticas. Embora o cenário atual de pandemia provocado pelo novo coronavírus (COVID-19) não possa ser comparado com as crises anteriores, trouxe à tona um movimento comum: a responsabilidade das prefeituras e dos governos estaduais em prover aos seus cidadãos as necessidades mais urgentes diminuindo a dependência da federação. “Esse momento que vivemos acabou evidenciando alguns problemas estruturais que o País sempre teve. Hoje tem se discutido muito o Pacto Federativo, no sentido de dar mais autonomia e uma nova distribuição do dinheiro federal para os estados e municípios, favorecendo que os gestores públicos tenham um pensamento mais empresarial. A urgência exigida pela disseminação do vírus, trará uma aceleração também nesse processo”, comenta Thomaz Assumpção, CEO da Urban Systems.
No último dia 23 de março, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou durante videoconferência com governadores da região Norte que a proposta do novo pacto federativo incluirá uma cláusula de calamidade pública. “O Governo Federal propõe a estados e municípios, a inclusão de uma cláusula de calamidade pública, onde recursos extras poderão ser utilizados para atender as necessidades locais por ocasião do enfrentamento de uma situação adversa”, escreveu o presidente nas redes sociais.
Ainda segundo a postagem, o presidente sinalizou o envio das PECs 186, 187 e 188 e PLP 149 relativas ao pacto federativo e à autonomia dos estados e municípios para gestão e aplicação de maior quantidade de recursos nas áreas sensíveis de cada região, tais como; saúde, segurança e educação.

Processo acelerado

Os estados e municípios já trazem um histórico de endividamento muito grande e agora foram pegos de surpresa com a nova crise que deve se agravar ainda mais, o que pede a presença do governo federal na ajuda aos governos estaduais e municipais. No último dia 14 de abril, a equipe econômica do governo federal propôs novas medidas de ajuda aos estados e municípios, de R$ 77,4 bilhões*. Desse valor, R$40 bilhões serão transferidos diretamente aos estados e municípios (serão R$ 21 bilhões para os municípios e R$ 19 bilhões para os estados) distribuídos em investimentos na saúde, assistência social, alimentação nas escolas, além de investimentos livres nas áreas de maior necessidade para o combate da pandemia.
Além disso, a equipe econômica propôs a suspensão de R$ 22,6 bilhões em dívidas com a União, sendo a maior parte dos estados (R$ 20,6 bilhões), e a suspensão de dívidas dos estados e municípios com a Caixa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ 14,8 bilhões (R$ 10,6 bilhões dos estados e R$ 4,2 bilhões dos municípios).
Para Thomaz Assumpção, esse dinheiro ajudará os municípios a equilibrarem suas necessidades do momento. “Será possível contratar mais médicos ou outros profissionais essenciais no combate ao coronavírus evitando a burocracia da Lei nº8.666/93* (lei que regulamenta as licitações e contratações públicas) e hospitais de campanha, por exemplo. A pandemia acabou por acelerar um processo que estava há muito tempo parado na federação”.

Legado x ciclo político

Esse panorama irá resultar em processo de construção de um legado de gestão nas cidades. “Muito do que os cidadãos utilizarão agora, ou o que está sendo construído emergencialmente, ficará como um legado político de gestão das cidades. Nesse momento, serão criados modelos, novos formatos serão destacados de uma maneira que os projetos de médio e longo prazo, terão mais importância que o ciclo político”, explica Assumpção.
Ele lembra que não é mais uma questão política tomar atitudes diante do problema atual. “Os governadores e prefeitos estão tomando, inclusive, atitudes amargas e nada políticas como o fechamento do comércio por exemplo. Isso demonstra uma maturidade gerencial que não havia antes”.Segundo Assumpção, essas mudanças irão favorecer uma proximidade maior com o cidadão e uma capacidade maior de respostas rápidas dos governos estaduais e municipais, além de uma maior interação com a iniciativa privada. “Haverá uma proximidade maior dos municípios com os governos estaduais e dos governos estaduais com a federação. Além disso, a iniciativa privada, que é bastante interessada que o município onde ela está progrida e tenha condições de seguir ser uma cidade inteligente e sustentável também irá melhorar sua relação com o município. Parcerias público-privadas, concessões e a criação de modelos de participação da iniciativa privada no desenvolvimento urbano será uma realidade e deveremos entrar em um novo momento de desenvolvimento urbano no Brasil, infelizmente, graças a pandemia”.
A solução para os problemas de infraestrutura resultantes da falta de planejamento dos últimos 20/30 anos também poderão ser corrigidos daqui para a frente com a utilização de instrumentos em evidência atualmente como a globalização da economia, solidariedade entre os países, regulamentação jurídica que dê credibilidade junto a investidores internacionais, por exemplo. “Todos precisam pensar de forma solidaria e global. Agora todos os países tomam consciência de que fazemos parte do mesmo planeta e precisamos nos ajudar mutuamente. Já estamos vendo muitos modelos de doação, solidariedade, prefeitos e governadores coordenando suas próprias alianças internacionais ou com a iniciativa privada, promovendo o que é melhor para seu município e estado. Ou seja, uma visão global com ação local”.

Retomada

Outra questão importante é a preocupação com a retomada da economia que deve vir nos próximos anos. “Será preciso que os estados e municípios tenham um planejamento obrigatoriamente pautado em outros parâmetros e outros pilares estruturais do desenvolvimento dos negócios e economias. Serão necessários estudos, análise e integração de dados para que, durante a retomada, não voltem a ocorrer os erros anteriores”.
De acordo com Assumpção, pensar na retomada será um trabalho muito importante porque as bases para cada tipo de negócio deverão ser repensadas. “O modelo antigo não deve existir mais. A maneira antiga de pensar colapsou e não teremos, muito provavelmente, uma retomada lastreada nos modelos antigos de negócio”.

Um site para fazer seu sanduíche



Hora de Panelinha no Meio. 

Muita gente troca o jantar por sanduíche, e tudo bem. Para deixar a refeição saudável, o segredo é substituir os ultraprocessados, como pão de fôrma e frios comerciais, por comida de verdade. Parece um trabalhão, mas não é. Rita Lobo selecionou receitas e reuniu um punhado de dicas no seu blog. 
E no Panelinha tem um especial com mais receitas, inclusive de sanduíches completos, para inspirar combinações. Tem ainda vídeo em que a Rita mostra o preparo de um sanduíche com o que tem em casa. Sem desculpa.

Como você está lidando?






Como você está lidando? É a pergunta da médica Ana Cláudia Quintana Arantes, geriatra e especialista em cuidados paliativos. E da maioria de nós. Especialista em cuidar de quem está muito próximo ao final da vida, a médica prevê que a humanidade passará por três tipos de luto. Além do luto real, das perdas objetivas, ela acrescenta o luto antecipatório —a percepção de que a morte está chegando. “Haverá arrependimento coletivo também”, aposta. O artigo completo, assinado pela jornalista Marina Rossi. (El País).

Falando nisso, o que dizem os especialistas sobre relações amorosas durante o isolamento? Para casais que moram juntos, o ideal é que, se possível, cada um busque um espaço só seu na residência, seja para trabalhar ou mesmo para ficar sozinho. Já os casais que moram separados devem reforçar os laços através da tecnologia. Com o avanço da quarentena, quem mora sozinho tem sentido cada vez mais momentos de ansiedade, frustração e solidão. Especialistas afirmam que é natural e que é bom sempre ter em mente que o isolamento "vai passar".

Pra terminar...que dia mesmo é hoje? Que horas são? Perguntas comuns durante a pandemia de coronavírus, um reflexo de como nossa noção de tempo parece se misturar. Não há dias úteis ou fins de semana. Existe apenas ontem, hoje e amanhã. Junto com esses sentimentos de desorientação, pode parecer que estamos levando mais tempo para concluir as tarefas, como se nosso cérebro estivesse trabalhando mais devagar. Especialistas dizem que tudo tem a ver com a forma como a pandemia está afetando nossa saúde cognitiva - ou seja, nossa capacidade de pensar, aprender e lembrar com clareza. Segundo Elissa Epel, professora de psiquiatria da Universidade da Califórnia, em São Francisco, estamos mais multitarefa. Muitas pessoas estão se equilibrando em múltiplas responsabilidades, como educar os filhos em casa e cuidar de um membro idoso da família enquanto mantêm um emprego em período integral ou enfrentam o estresse de uma demissão. Mas o que podemos fazer? Psiquiatras e psicólogos consultados pela CNN recomendam o que todos já sabem: ir para a cama e acordar à mesma hora todos os dias, fazer pausas frequentes, se exercitar, comer de forma saudável e limitar notícias por períodos. No mais, é se conformar que nem todo mundo sabe, por exemplo, que amanhã é feriado... ou que dia é hoje?!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

As Chuvas Sagradas





No  começo da pandemia as chuvas aumentaram, se tornaram  constante, isso era notório. Passou a chover mais nas regiões áridas, secas, como o nordeste do pais. Eram chuvas fortes, diárias e que começavam e terminavam quando queriam.
Depois começaram a acontecer outros fatos estranhos. O céu mudou de cor, ficou mais claro, o canal de Veneza ficou cristalino e os golfinhos brincavam  entre as gôndolas paradas. Na china os macacos ocuparam uma cidade e passavam o dia passeando e entrando nas casas.
Uma águia marrom, extinta , reapareceu nos céus do Reino Unido e no hemisfério sul enxergaram ver um meteorito verde adentrando a atmosfera terrestre.
Mas nesta semana foi diferente, a chuva começou pela manhã e não parou mais. Ficou constante, sem ser forte, mas firme. Parecia que queria limpar algo, varria as calçadas, inundava as ruas, e os pingos nos telhados desciam parecendo ter uma caminho trilhado.
Durou cinco dias, ininterrupto, foram dias e noites, firmes e parecia que nunca ia terminar. Pessoas choravam e oravam, casas caíram, mas sempre sem vitimas, rios transbordaram, mas ficaram sempre as margens, não causaram estragos, não levaram pontes e nem carros, não matou animais e nem vida alguma, sempre escolhia os caminhos certos.
No sexto dia parou de uma vez, assim sem avisar, como um carro sem gasolina. Simplesmente parou. E as águas foram escoando pelas redes de esgotos, leitos de rios e chegando ao mar. O sol voltou brilhando e afirmando que iria ficar por alguma tempo.
O estranho é que também ninguém mais adoeceu, os doentes começaram a melhorar e saiam andando, ninguém mesmo adoecia e os hospitais foram ficando vagos, as UTIs vazias e silenciosas pareciam elefantes brancos num grande espaço sem utilidade.
Os noticiários não sabiam como dizer, não tinham noticias ruins, manchetes de sangue e dor, e as audiências caiam e os jornalistas faziam cursos de reciclagem para aprenderem a dá noticias boas.
O vírus sumiu e ninguém sabia porque, só alguns cientistas e outros homens de fé começaram a pensar na chuva. Ao examinarem as águas da chuva notaram uma substancia inexistente na terra. Os cientistas passaram a acreditar que receberam de extraterrestres, que mandaram para curar a humanidade do vírus que ia nos destruir. Os homens de fé olharam para os céus e acreditando, agradecerem a  Deus a dádiva da salvação e passaram a tentar entender a lógica da punição. Afinal, só assim, poderiam evitar uma próxima.
Texto de Allan Kardec Marinho